O DeepNude surgiu em 2019 e rapidamente atraiu grande atenção na imprensa e nas redes sociais. O desenvolvedor, que se identificou como Alberto, lançou um software que usava visão computacional para “remover” roupas de fotos de mulheres, gerando partes do corpo falsas.
O que era
O DeepNude era distribuído como um executável para Windows e Linux. Ele se baseava no algoritmo pix2pix desenvolvido em Berkeley e foi treinado principalmente com imagens de mulheres nuas, o que influenciava o que o modelo conseguia gerar.
Detalhes principais
Funcionava principalmente em fotos de mulheres porque os dados de treinamento eram majoritariamente femininos.
Exigia uma única foto com roupa (muitas vezes corpo inteiro ou roupa de banho para melhores resultados).
O processamento supostamente levava cerca de 30 segundos em um computador típico.
A versão gratuita adicionava uma grande marca d’água; a versão paga, de US$ 50, deixava um pequeno rótulo “FAKE”.
Tentativas de processar homens podiam gerar resultados incorretos, refletindo a falta de dados de treinamento masculinos.
Reação pública e encerramento
Veículos importantes (incluindo Vice, BBC e The Verge) testaram o app e observaram que imagens em maior resolução e sem obstruções pareciam mais realistas. Grupos de direitos digitais e especialistas forenses alertaram para o uso indevido, incluindo imagens sexuais sem consentimento e “revenge porn”. Pouco depois da reação negativa, Alberto removeu os links oficiais de download, embora cópias e clones continuassem circulando online.

